Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono

A síndrome ocorre quando o fluxo aéreo nasobucal é interrompido por mais de 10 segundos durante o sono sendo estes eventos repetidos por mais de 5 vezes por hora de sono, ou seja, trinta ou mais paradas respiratórias durante sete horas de sono. É uma doença crônica e progressiva, incapacitante com alta mortalidade e morbidade.

Perguntas Frequentes

Quais as causas da síndrome da apnéia obstrutiva do sono?

Essa síndrome ocorre pela interrupção da passagem do ar através das vias aéreas superiores que estão obstruídas pela flacidez dos tecidos da garganta e ou pela redução do diâmetro das vias aéreas superiores.

Quais os sinais e sintomas da síndrome da apnéia obstrutiva do sono?

Os pacientes portadores dessa síndrome podem apresentar vários sinais e sintomas, mas não necessariamente apresentam todos ao mesmo tempo.
Sendo assim, podem apresentar obesidade, mandíbula pequena (queixo curto), sorriso gengival (exposição gengival excessiva quando sorri), língua grande, tonsilas hipertróficas, palato mole aumentado, úvula e amídalas hipertrofiadas, desvio de septo nasal, hipertrofia de cornetos nasais, ronco, paradas respiratórias, sonolência diurna, dores de cabeça e náusea matinal, grande movimentação na cama durante a noite, arritmia cardíaca, insônia, sonambulismo, despertares noturnos, poliúria (urinar várias vezes), enurésia (incontinência urinária), soliloquia (falar dormindo), fadiga muscular crônica, baixa de libido e impotência sexual.

Como é realizado o diagnóstico da síndrome da apnéia obstrutiva do sono?

A polissonografia é o exame que faz o diagnóstico definitivo se o paciente tem ou não a síndrome e é realizado em laboratórios especializados. É um exame indolor, onde o paciente dorme uma noite e é monitorado em vários aspectos do sono. Exames de imagem, radiografias, tomografia computadorizada também são utilizados e podem ajudar a determinar o provável local da obstrução das vias aéreas.

Quais os graus de severidade da síndrome da apnéia obstrutiva do sono?
  • Suave – de 5 a 10 episódios / hora de paradas respiratórias;
  • Moderada – de 15 a 25 episódios / hora de paradas respiratórias;
  • Severa – acima 30 episódios / hora de paradas respiratórias.
Quais as consequências da síndrome da apnéia obstrutiva do sono?

Além dos transtornos sociais e psicológicos pode provocar hipertensão arterial, arritmias cardíacas, infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC), entre outros problemas.

O que é ronco?

É um ruído provocado pela vibração dos tecidos da garganta durante a passagem do ar. Nem todos as pessoas que roncam tem síndrome da apnéia obstrutiva do sono, mas todas que tem a síndrome roncam.

Como é o tratamento da síndrome da apnéia obstrutiva do sono?

O tratamento depende do quadro clínico de cada paciente, pode ser tratamento clínico com orientações na forma de dormir, emagrecimento para os pacientes obesos, mascara nasal com pressão positiva (CPAP ou BIPAP), aparelhos intra-orais e cirurgias.

Como funcionam os aparelhos intra-orais para a síndrome?

Estes aparelhos são confeccionados por cirurgiões bucomaxilofaciais com conhecimento na área da medicina do sono, de forma individualizada para cada paciente, de modo a posicionar a mandíbula mais para frente fazendo com que a passagem do ar na garganta fique desobstruída. Apesar de servirem como um tratamento paliativo apresentam uma boa relação custo/benefício devido ao alto índice de sucesso (87%) e pelo fato de ser uma técnica reversível. Esses aparelhos são usados apenas na hora de dormir.

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